Um dedo de prosa

Blog da jornalista Thaís Naldoni. Um ponto de encontro para curiosidades, comentários e ideias.

30/6/11

Mil palavras…

Eu demoro, mas não falho… de volta aqui para termos um “dedinho de prosa”…

Sabem aquela máxima de que “uma imagem vale mais do que mil palavras”? Então… bora para nosso primeiro post “fotográfico”…

Bem, dia desses, um grande jornalão publicou, em um caderno sobre gastronomia, uma matéria sobre treinamento de garçons. A reportagem era bacaninha…. mostrava o que os alunos aprendiam, como se quafilicavam, mas quando vi a foto com atenção (confesso que tive uma ajudinha para reparar), perdi totalmente a vontade de ser servida por um dos garçons da foto…

Deem só uma olhada na mão do cara que aparece em primeiro plano na foto!!!!!

 

 

Dei uma embaçadinha nos rostinhos dos moços para não causar qualquer constrangimento, mas, cá entre nós: depois dessa, só me resta saber em qual restaurante ele trabalha para não ir de jeito nenhum… ou será que no cursinho ensinam a importância de lavar as mãos?????

___________

Não sei se todo mundo sabe, mas voltei, neste mês, a trabalhar na IMPRENSA Editorial, agora, como gerente de Jornalismo. Cuido do direcionamento editorial dos veículos (revista e portal IMPRENSA), convergência das mídias, além de novos projetos e relacionamento externo… então, qualquer coisa, é só chamar!

Beijooooo!!!!

criado por thais_naldoni    19:07:14 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

24/5/11

A matéria que deu “PT”

A gente escuta muito por aí o termo “PT”, sobretudo, quando acontece algum acidente. “Fulano de tal bateu o carro e deu PT”. O tal do “PT”, como quase todo mundo sabe (e não, não falo de partidos políticos por aqui), se refere à “perda total”, que significa que o carro estragou muito, e que o conserto fica igual ou mais caro do que o valor do próprio carro…

Depois disso, o tal do “PT” foi levado ao cotidiano das pessoas em situações nada automobilísticas. O cara foi à balada, bebeu demais, deu “PT”. E assim por diante.

A conjugação do verbo “perder” deixa mesmo muita gente na dúvida. Tem quem confunda o uso de “perda” e “perca”. Você não vai falar “não PERDA o show”, mas também não vai falar que um carro deu “PERCA total”. Enfim…

Tudo bem que na linguagem coloquial, escapa uma coisinha aqui, outra ali. Mas, em um veículo de imprensa, tem coisa que fica chato.com.br quando acontece. Como sempre digo, apareço com o milagre, mas deixo o santo na dele, então, mostro a vocês uma pérola publicada em um jornal do Acre (não conto qual nem sob tortura chinesa).

A notícia não era nada engraçada. Na verdade, era uma grande tragédia. Uma garotinha de 11 anos morreu em um acidente, em um passeio de bicicleta. Mas, tirando o peso da notícia - muito forte por sinal, com uma foto que fiz questão de não mostrar - e entrando nos padrões linguísticos, o que posso dizer que essa notícia, de fato, é um caso clássico de “PT”.

Leia comigo:

A tal da “perca” no primeiro parágrafo acabou com o texto de cara, mas continuando a ler, o restante também não se salva. São erros de vírgula (muitos, muitos, muitos), crase, concordância falta de plurais.

No segundo parágrafo, por exemplo, cheguei a pensar que quem andava de bicicleta era a carreta, não a vítima. Tudo por causa de um “quando” colocado totalmente fora de lugar, e que poderia ser facilmente trocado por um “que”. Sem contar a infinidade de gerúndios desnecessários.

É complicado levar ao leitor uma matéria escrita dessa forma. Primeiro, porque você informa mal, muito mal, já que tem partes do texto que estão escritas de maneira tão confusa e sem pontuação que ficam impossíveis de entender. Segundo porque você “forma” mal quem lê. “Estava no jornal ‘passou por uma perca’ então, claro, é assim que se escreve”.

E vocês? Têm encontrado muitos “PT’s” por aí?

Beijos!!! Logo eu volto!!!!! : )

criado por thais_naldoni    19:39:00 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

16/5/11

Querem mesmo matar o pobre do português

Estava devendo presença nesse nosso papo, né? Bom, mas um desatino contra o coitadinho do português (a língua) me trouxe de volta – e cheia de energia.
 
Fiquei embasbacada dias atrás de o MEC ter aprovado e distribuído aos alunos da rede pública de ensino, um livro didático que se lixa para a língua portuguesa. Eu vivo dizendo que uma das premissas para se ter uma boa atuação no Jornalismo, sobretudo no instantâneo Jornalismo Online, é saber falar e escrever de forma perfeita e fluente, o português. Muito bom e mega importante, claro, ter domínio de vários idiomas, mas a língua pátria é mais do que fundamental.


Se hoje, com o uso frequente das abreviações vindas do “internetês”, nossas crianças e adolescentes escrevem com cada vez menos desenvoltura, imagine só se for considerado “inadequado” ao invés de “errado.com.br”, aberrações como: “os peixe estão gostoso”.
 
Como exercício, resolvi adaptar para o português pregado pela coleção “Viver, Aprender”, um trecho de uma crônica de Carlos Drummond de Andrade, que se chama “Como comecei a escrever”.  Vejam só:
 
As notícia do mundo vinha pelo jornal, três dia depois de publicada no Rio de Janeiro. Se chovia a pote, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dia mais tarde. Não dava pra ler o papel transformado em mingau.
 
Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravura colorida do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letra em redor das figura, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.
”.
 
Coitado do Drummond… cada vez em que subtraí um “s” das palavras, imagino a dor na alma que ele sentiria se lesse este pedacinho… certeza, estão querendo matar o coitadinho do português.


Espero que os educadores caiam em si. Ao invés de formar, acredito que vamos ajudar a “deformar” os estudantes (ou os estudante?) em país já tão carente de educação. Depois da palavra “cacete” ter virado “KCT” e de os jovenzinhos escreverem “tudo baum” em um cumprimento, na boa, não duvido de mais nada…
 
E aí, o que acham?
 
Até logo!!!!

criado por thais_naldoni    22:07:27 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

10/3/11

Esporro na página principal

Navegando pela web, dei de cara com uma palavra bem esquisita em uma matéria daquelas que dão muitos acessos, mas não dizem nada: “esporro”.

Posso falar? Nunca imaginei ler “esporro” em uma matéria, seja ela de que editoria e qual seja sua relevância. Até porque trata-se de uma linguagem super coloquial, não é mesmo? Enfim, conto o milagre, mas não o santo. No entanto, posso dizer que chamada tosca que li estampava a homepage de um grande portal.

Para não escrever bobagem, corri para o dicionário para saber se “esporro” estava naquela lista de palavras que, de tão usadas, são incorporadas pela língua. De acordo com o “Michaelis”, é exatamente este o caso:

“es.por.ro
(ô) sm (der regressiva de esporrar) pop 1 Barulho, escândalo que faz a pessoa que se zanga. 2 Desordem.”.

Ainda assim, acho um tantinho de mau gosto. Na interna, a matéria tinha seguinte manchete:

Sem querer ser “purista” ou “puritana”, prefiro sinceramente a segunda opção. E vocês?
Beijos!!!!!
criado por thais_naldoni    18:22:59 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

2/3/11

“Tina Túnel” abre a série “Releases que Amamos”

Todo mundo que me acompanha de alguma forma (Twitter, Facebook, Blog) sabe que coleciono, ainda que em registros simples, uma série de palavras escritas de maneiras fabulosamente incríveis. Elas sempre são “pescadas” em e-mails que recebo, textos que leio, dicas de amigos e, claro, releases.

Nesta última categoria, já li de diversos tipos de assunto e já escrevi, até em matérias, barbaridades que aparecem nessas comunicações, que têm a finalidade de informar ao mercado, à imprensa, da forma mais clara e objetiva possível, com base em dados, e destinado ao público correto, a movimentação e os acontecimentos e as novidades de determinada empresa, grupo, entidade e etc…

O fato é que nem sempre o release cumpre sua função. Dias atrás, um colega jornalista, que nasceu na mesma cidade que eu - Poços de Caldas (MG) - mas que hoje vive e trabalha em Florianópólis (SC), o querido Fabricio Escandiuzzi, compartilhou uma pérola das mais redondas e bonitas que poderia encontrar.

A Prefeitura Municipal de Floripa estampava em seu site um release bem curioso (e não dos mais bem escritos) falando sobre a apresentação de uma Drag Queen na cidade. Acompanhe a quantidade de “aondes” que existe no texto, a falta latente de vírgulas, os erros de grafia, falta de acentos, a aula de lugares comuns e adjetivos carregados e, claro, o final apoteótico!!!!

Leia e me conte depois suas impressões.

Drag Queen famosa de SC no 2º Concurso Gay do Continente

2º Concurso Gay do Continente terá Drag Queen de Balneário Camboriu

A Drag Queen Tina Túnel, cover da Cantora de Rock Tina Tuner fará apresentação especial no 2º Concurso Gay do Carnaval do Continente 2011, no domingo, 06/03, a partir das 20h, na avenida Santa Catarina, em Florianópolis/SC.

Drag queen há 16 anos e sendo cover da TINA TURNER e outras cantoras DIVAS aonde realiza seu trabalho com muita dedicação e maestria, faz shows, alegra a plateia e realiza eventos em geral, nao só no mundo GLS.

Tina Túnel tem no estado de SC todas as casas como referência de shows. Atualmente trabalha na London Night Club, em Balneario Cambroriu (onde?), como hostess e shows, e outras casas fora do estado.

Além disso é uma verdadeira transformista aonde (aonde como assim???) ja foi premiada em Florianopolis como melhor Transformista.

Tina, durante o dia é Professor de Eduicação (Eduicação é ótimo) Física, dá aulas de dança e ainda é coreógrafo, uma profissão que ama (tb amo a minha). Mas sempre consegue separa (se é para separÁ, bota acento, pelo menos) as profissõe suma (que profissão será essa “suma”?) da outra.

Tina Túnel diz: “Hoje nao me monto só pra ser mais uma montada, mais sim (mas, sem i, né?) para mostrar meu trabalho…tenho dito”. (Socorro!!!) E tenho dito!

Duvida que o texto era este? Veja o original, clicando aqui!

criado por thais_naldoni    11:03:47 — Arquivado em: Sem categoria

18/2/11

Debate na TV Brasil

No último dia 10/02, estive em Brasília (DF), na gravação do programa “Ver TV”, apresentado pelo professor Lalo Leal na TV Brasil e TV Câmara. A edição marcava o quinto aniversário da atração e debatia a última década da TV no Brasil.

Foi uma debate bem bacana, com a participação de Maurício Stycer, do professor Sérgio Euclides de Souza e eu…

Programa Ver TV

Programa Ver TV

Para quem não assistiu, aí vão os links dos três blocos do programa. Depois me contem o que acharam.

Beijos!!!!!

- Bloco 1

- Bloco 2

- Bloco 3

criado por thais_naldoni    15:39:00 — Arquivado em: Sem categoria

15/2/11

Quando o jornalismo “mata”

Não são raros os casos em que os jornalistas são protagonistas de situações, digamos, vexatórias. Às vezes, uma distração resulta em erros lastimáveis, que fazem o profissional em questão ter vontade de enfiar a cabeça em um buraco como um avestruz .

São casos de quedas ao vivo, perguntas mal feitas, falta de informação, falta de apuração… quem não se lembra de casos em que o jornalista “mata” alguém que nem estava tão morto assim????

Eu mesma já tive minhas saias tão justas que mal dariam para me mover. Certa vez, logo que vim para São Paulo, há bons anos, fui cobrir a festa de aniversário de um ator. Saí, confesso, super mal preparada. Dei uma olhadinha básica em uma foto do Google, li uma coisinha e fui correndo. Era uma nota simples, então, achei que não precisaria de grande esforço.

Ok. Cheguei ao restaurante da festa, vi um cara grisalhinho que a feição me lembrava alguém que tinha visto na TV quando era criança, e mandei ver na pergunta: “Comemorar seu aniversário, em meio ao sucesso da novela”… o moço me esperou terminar e responder: “a novela estar indo bem é ótimo, mas o aniversário é do fulano de tal, eu sou beltrano”.

Gente, mico duplo porque a ninguém via a novela… enfim… fui lá, falei com o cara certo e passei o resto da noite fugindo do moço para quem eu dirigi a pergunta errada. Bom para aprender a nunca  mais sair mal preparada para uma entrevista…

Micos à parte, deste o único registro que resta é o da minha memória… agora, imaginem só, quando esse tipo de gafe acontece ao vivo, numa TV de boa audiência, em épocas que tudo repercute no YouTube em dois segundos?

Na semana passada, aconteceu. Em entrevista concedida à GloboNews, ao vivo, o ator Lúcio Mauro Filho respondeu, educadamente, à pergunta com uma importante informação errada. O pai dele - que está vivo - foi dado como morto.

Vejam só o vídeo e, claro, comentem!

Beijos!

*Imagens do Google Imagens

criado por thais_naldoni    12:03:15 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

7/2/11

E no meio do caminho, tinha um dedo…

De uma coisa não há dúvida, esteja a pessoa no Brasil ou na China: mostrar o “dedo do meio” é considerado uma ofensa. E das bravas. Claro que, entre amigos, por exemplo, o gesto também pode ser interpretado como uma brincadeira, tal e qual quando falamos algum palavrão de forma irônica para algum colega…

Dei uma pesquisadinha e descobri, por meio de uma matéria da “Mundo Estranho”, que uma das primeiras vezes em que o “dedo do meio” teve uma conotação “fálica”, por assim dizer, foi no ano 423 a.C.. O poeta grego Aristófanes, no texto de sua peça “As Nuvens”, escreveu um diálogo em que o personagem Estrepsíades fazia uma piada, comparando o dedo ao pênis.

Colocando de lado a história, é fato de que o gesto tonou-se popular e foi causa de gafes astronômicas de jornalistas espalhados pelo mundo… imagine só, um jornal da BBC, em que um jornalista foi flagrado, sem querer, mostrando o dedo? É, aconteceu - e a emenda ficou pior do que o soneto. E em uma TV russa, mais uma vez, o famoso gesto apareceu… é ou não é uma comunicação universal?

Bora ver?

Beijos.

criado por thais_naldoni    16:04:04 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:,

1/2/11

Mais um “cláçico” da web

A internet tem seus clássicos. Entre eles, as impagáveis placas e avisos com um português “impecável” espalhadas pelo Brasil. Sempre li as placas e me diverti muito com elas, mas confesso que custava a acreditar na “veracidade” de muitas de tão toscamente escritas que me pareciam…

Enfim… eis que uma futura colega, estudante de Jornalismo de Campo Grande (MS) - e colaboradora deste blog - a queridíssima Marithê Lopes - enviou várias imagens de inscrições curiosas tiradas por ela mesma em uma viagem boa de férias pelo país…

Olhem comigo essas pérolas da língua e se divirtam!!!!

Beijos!!!!!!

Nova modalidade de "oficina"

Nova modalidade de "oficina"

"Um é dois"

"Um é dois"

Carne ou bacon, qual você prefere?

Por falta de "r" esse "raspa" não sofre

Por falta de "r" esse "raspa" não sofre

Deus pai!!!

Deus pai!!!

Nem consigo comentar!!!!!

"Mulher que não faz filha" é perfeito, né?

Será que podemos?

Será que podemos?

Que audácia!!!!

Que audácia!!!!

PS: Compromisso agora que o ano começou (demorou, né?): o blog será atualizado regularmente e bem bonitinho! Apareçam sempre!!!

criado por thais_naldoni    09:04:39 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:,

14/1/11

O cúmulo do constrangimento

Hoje, fugi um pouco dos vídeos e textos envolvendo jornalismo, português e temas afins, para contar uma passagem surreal que vivi dias atrás…

Era um dia normal de trabalho. Estava animada, meu corpo todo doía, sentindo os efeitos das aulas de jump, e achei legal a ideia de minha colega de ir experimentar o shake que substitui uma refeição, oferecido por uma dessas empresas que vendem produtos eficazes para emagrecer: você para de comer, toma chá até a morte, e emagrece…

Chegamos ao local, bem próximo ao trabalho, em um sobrado pintado de verde.  Subimos uma escadaria enorme e lá estávamos à porta de um lugar lotado de gente falando alto, com poucas mesinhas de plástico e nada aconchegante. Logo na entrada, um moço alto, magro e agitado veio nos atender: “vocês já conhecem o espaço?”. Com a nossa negativa, ele nos leva a três salinhas, todas apinhadas de gente com copos descartáveis na mão, e nos mostra orgulhoso um quadro improvisado de “antes e depois”. “Aquele é meu irmão. Perdeu 5 kg em um mês. Aquela, minha namorada. Aquele ali, sou mesmo. Ganhei massa magra”. E assim por diante.

Quem me conhece, sabe que minhas caras não enganam. Eu olhava aquilo tudo com um cara de: “Deus, me leva agora que já deu”. Mas a saga mal havia começado…

Procuramos um lugar com menos muvuca, e encontramos uma sacadinha. Logo, uma outra moça do “espaço” nos alerta: “aí não pode por cadeira. Só até aqui”. E nos mostrou uma área bem próxima à porta da sacada. Puxamos uma cadeira e lá vem a moça com dois copos grandes de um líquido estranho, dizendo que aquele era para melhorar nossa atenção, porque era à base de guaraná.

Enfim, pegamos aqueles copos descartáveis, com inscrições motivacionais e nossos nomes escritos com “canetinha”, e começamos a tomar. A todo o momento, vinha a moça de novo, nos cercando, nos mostrando “os produto” (sim, sem S) da marca. Dizendo que eram todos incríveis, a verdadeira receita do sucesso. “Eu também uso”, ela disse. Nessa hora, duvidei sinceramente da eficácia “dos produto”.

A atmosfera do lugar era bem esquisita. A ponto de, no segundo copo de chá (esse era para “limpar tudo, desintoxicar”), à base de chá verde, minha colega dizer: “credo, parece que vão nos drogar e roubar nosso rim”. Detalhe, na troca do primeiro para o segundo copo de chá, a moça nos diz: “guarde o seu canudinho…”.

O que nos chamou a atenção, é que a moça parecia que estava em uma espécie de transe. Não estávamos em um local, tentando tomar um shake de proteínas no lugar da comida, estávamos praticamente sendo convidadas a participar de uma seita.

Enfim, chega outro copo daqueles grandes, desta vez com o shake que fomos tomar. A moça sentou ao nosso lado, explicando todos os benefícios “dos produto” (nessa hora, eu estava quase levando para ela de presente um saquinho cheio de letras S para colocar no final das palavras). Certa de que estávamos “no papo”, ela disse: “amanhã, quando vocês voltarem para o almoço ou café da manhã, vocês vão me dizer quantas vezes vocês foram ao banheiro”. Como???????

Aí, minha colega e eu, já não nos agüentando mais de vontade de rir (sim, tudo o que estou contando, quando estávamos longe de vigilância, foi envolto em muitos comentários bem humorados), a moça pede que nos levantemos porque ela queria fazer conosco uma brincadeira, e nos dar um presente para que levássemos aos nossos colegas.

Absurdamente constrangidas, levantamos, respondemos à ela a finalidade de cada um dos líquidos estranhos que tomamos, e ela arremata com a pergunta: “que tamanho é o coração de vocês?”.

Sem entender muito bem onde ela queria chegar, minha colega mostra as duas mãos juntas, com o tamanho do órgão coração. E eu, olhei pra ela, e respondi o que ela queria ouvir: “nosso coração é graaaaaaaaande”. Então, sem cerimônia, ela abre os braços, diz que o coração de todo mundo lá é do tamanho dos braços dela abertos, vem para o nosso lado e nos abraça, uma de cada vez. Era esse o presente que tínhamos que levar aos nossos amigos.

Juro para vocês que, poucas vezes na vida, senti tanto constrangimento alheio… e, claro, não pretendo voltar lá, afinal, quero manter a integridade dos meu rins…

Beijoooos e ótimo final de semana a todos!!!

criado por thais_naldoni    14:33:56 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:,
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